domingo, 8 de maio de 2011

Carta VI

Mãe,

Não podemos mensurar o tamanho de nosso amor por você. Você, mais do que ninguém, se esforlçou, se dedicou, depositou todo o seu carinho e amor para nós, durante todo esse tempo. E esse amor não pode ser medido e nem descrito, já que é infinito, é AMOR de MÃE: correto, puro, intenso, afável, delicado, verdadeiro. Apesar de todo os nossos erros, todas as nossas quedas, saberemos que você estará nos dando á mão, nos guiando, nos aconselhando, abrindo todo os seu coração, para nos dizer uma palavra de consolo, para nos abraçar, para dsar broncas, enfim, para nos auxiliar, sempre, a todo o momento. Você, mais do que NINGUÉM, nos ama, verdadeiamente, incondicionalmente e seja o que vier, NUNCA deixará de nos amar e de medir esforços por nós. Nos sentimos honradas por ter você no mundo. Obrigada mamãe, obrigada por tudo o que você fez, faz e sempre fará por nós. Saiba que quando estivermos tristes, nos lembraremos que temos VOCÊ, sim, VOCÊ, no mundo que nos entenderá e que sempre nos ajudará. Também, lembre-se, apesar das brigas, discussõs bobas, bagunças no quarto, e qualquer desentendimento aparente, AMAMOS VOCÊ, profundamente! Você é a MELHOR MÃE DO MUNDO! "Por toda a nossa vida, mamãe".

Muitos beijos,

Babi e Vivi

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sinais

É sempre assim: ou é pelo modo como ele(a) fala com você, pelo modo como age, como sorri, como te abraça. De um jeito único, como ninguém faz. O mais louco e insano disso tudo é que só essa pessoa faz isso, só ela que mexe com você, que te prende, que te faz suspirar. E você se pergunta sempre o porquê, o porquê que essa pessoa te deixa assim, sem chão, nas nuvens, sonhando. A sensação é boa, a gente se sente preenchido, como se o mundo fosse colorido e muito mais bonito. E quando ela finalmente te olha, mas não apenas observa, te vê por inteiro, com o coração, com sentimento, você se derrete, fica fraco(a), delira e fica bobo, muito bobo. E estando ao lado dela, parece compartilhar de sua alegria, de sua felicidade. Pode não saber do assunto que está falando, mas só em vê-la, só em senti-la, ali, bem pertinho, surge um sentimento de felicidade repentina, de paz, de sossego, parece tudo funcionar bem. E tudo o que você quer é um pouco da atenção dessa pessoa, quer que ela te note, pelo menos um pouquinho. Um simples "Bom dia" ou um "Oi" já iria te fazer pirar de alegria. Você só quer que a pessoa perceba que você simplesmente existe e se importa, muito, como nenhuma outra importa. Afinal, você sempre esteve ali, não é mesmo? Só pede uma resposta, só quer um sinal.

terça-feira, 22 de março de 2011

A arte da gentileza



Correria, trânsito, pressa. Atualmente as pessoas só pensam em trabalhar e trabalhar. Não tem tempo pra nada, sempre na desculpa de que estão ocupadas ou pior, atrasadas. É, literalmente, O caos. E assim, essa palavra que antes era obrigação para sociedade, como forma de impor respeito e benevolência, agora é algo raro, banal, como se não fizesse diferença. Pelo contrário, a gentileza é um gesto tão bonito e tão simples. Mas as pessoas a cada ano não a colocam em prática, como se o outro fosse qualquer um. E na verdade é, um estranho mas não quer dizer que seja um inimigo. Os laços afetivos estão se desfazendo, o outro agora é só MAIS UM na sociedade, sem função, sem importância. Uma ajuda, um sequer bom dia não é mais dito. Tem sempre o mau-humor ou a má vontade. Esse sim é o pior fator de todos. Não querer, não ajudar, sem nenhum motivo aparente. Isso é o que me dá raiva e me entristece. Cadê a solidariedade das pessoas?

Por isso é que a gentileza é uma arte. É para poucos, é para os que tem boa vontade. E ela deveria ser muito mais disseminada e muito mais praticada, afinal gentileza gera gentileza, alegria, felicidade e sorrisos, muitos sorrisos.

sábado, 12 de março de 2011

O Quase



É horrível. Esse questionamento sem resposta, essa dúvida, esse vai e vem. Para mim é sim ou não, chega desse 'talvez', do 'quem sabe'. A vida já nos questiona tanto, pra quê complicar ainda mais? Sejamos diretos, expressivos, concretos. Esse 'quase' me mata, me angustia. E cá pra nós, ele só confunde as pessoas e acaba adiando tudo, colocando as coisas para depois. Ah, para quê? Com que finalidade? Como Verrísimo já dizia: "Quem quase morreu está vivo, quem quase amou, não amou". Então pra quê essa incerteza? Viver assim, agustiado, de perguntas e promessas! Não dá. Prefiro um não do que o sofrimento que o quase faz no coração. Passam-se tudo: oportunidades, alegrias, momentos pelo maldito quase. É melhor a frieza do não do que dúvida do talvez, é menos doloroso. OK, o 'quase' é o caminho mais fácil, afinal não exige de você, uma pronta resposta, não exige o agora. O 'quase' pode ficar pra depois. Mas a incerteza do hoje, pode ser a perda de amanhã. O 'não' pode doer no momento, mas pelo menos não perpetua o sofrimento. É horrível. Esse questionamento sem resposta, essa dúvida, esse vai e vem. Para mim é sim ou não, chega desse 'talvez', do 'quem sabe'.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Todo Carnaval tem seu fim.



Nessa época do ano, o Rio atrai um turismo enorme por causa do maior espetáculo da Terra, o Carnaval. É aqui que se concentra todo o samba, o molejo, a atitude carnavalesca, tanto pelos blocos nas ruas, como pelo desfile das escolas no Sambódromo. Não tem jeito, o carioca tem uma característica particular, sabe fazer seu carnaval como ninguém no mundo faz. É algo único, singelo e totalmente diferente do que qualquer turista possa ter visto. Aqui tem uma alegria nossa, uma felicidade que nenhuma outra capital passa para seus visitantes. Também temos a tradição da gentileza, que atualmente nem sempre é colocada em prática, não é mesmo? Mas tudo bem, somos perdoados pela nossa simpatia e nosso acolhimento com os demais. Sim, apesar da fama que levamos, a de não sermos um povo educado, acredito que os cariocas são muito receptivos, ou pelo menos a maioria de nós. Os cariocas são assim, com uma molecagem, uma alegria inusitada. São malandros e nosso jeito é extrovertido, alegre. Sei não, mas os cariocas semeiam a felicidade, sabe? Teimam em deixar o outro animado. Somos tão enérgicos no carnaval. A mistura de cores, raças, etnias, religiões, ideias, fazem dessa festa, algo para o mundo inteiro curtir, não sendo só nosso. O Carnaval e o povo carioca é uma combinação perfeita. Afinal, podem existir diversas representações dssa festa pelo mundo, mas a nossa, ninguém faz igual.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A loucura de amar


O que você faria por alguém que amasse? Conseguiria se jogar na frente de um carro por ela? Colocaria sua própria vida em risco para salvar a vida dela? Faria de tudo por ela? Amores incondicionais existem, há pessoas que fariam qualquer loucura só pra que a(o) amada(o) estampe um sorriso na cara. E cá entre nós, isso é muito poético. Há tantos poemas, contos, histórias sobre amores profundos, infinitos, irrevogáveis. E nossa, para fazer algo dessa magnitude precisa ser muito corajoso e realmente amar a pessoa de uma maneira quase onírica, apaixonada, verdadeira, um amor completo, inteiro e louco, totalmente louco. Aquele amor sem medida, sem limites, como se você precisasse da pessoa para sobreviver. Se você pensar bem, é quase insano esse sentimento. É quase uma obsessão. Mas não neguemos que é bonito, bonito de ver nos filmes e livros. Bem, talvez exista algo assim. É raro, óbvio, mas um amor pra vida inteira, quem não sonha com isso? Ficar velhinho, do lado da pessoa, vivendo sobre o mesmo teto, apaixonando-se por ela a cada dia. É, esse é um fator importante e essencial. Para viver com alguém, sentir esse sentimento tão intenso, tão grande, a pessoa precisa se apaixonar, amar e admirá-la a cada dia. Compreendê-la. Entendê-la. Respeitá-la. Saber ser totalmente flexível e cometer loucuras. Muitas loucuras por ela.
"I'd jump in front of a train for ya , you know I'd do anything for ya." (Bruno Mars)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Last goodbye



"Foi a coisa mais difícil que eu já tinha feito na vida. Vê-lo ir, sem dizer adeus, sem me despedir. Um pedaço da minha vida foi embora com ele. Parecia que vivia sem força, sem impulso. Ele era o meu terceiro braço. Vivia a me alegrar. Ah, se eu pudesse voltar no tempo e reviver todos os momentos com ele: no dia em que me ajudou a andar de bicicleta, quando me ensinou a fazer aviãozinhos de papel, sendo um segundo pai para mim. Dele não havia cobranças, obrigações, só brincadeiras e risadas. O seu sorriso era a coisa mais linda desse mundo. Por trás daquela cara séria, de durão, sei que ele me amava do jeito dele. Reservado, conservador, até timido em demonstrar seus sentimentos, poderia até se passar por pessoa fria, mas comigo, ah, comigo ele não escapava. Ele podia até me colocar de castigo ou ficar zangado por um tempo mas nunca, nunca deixou de me amar e de ser afetuoso, da maneira dele. Daria tudo para voltar aquela época, conhecê-lo realmente, agora, nesse momento da minha vida. Mas sei que um dia nos encontraremos, um dia nos veremos mais uma vez e não pouparemos palavras e atos. A saudade é grande e mesmo tão longe, eu sinto muito a sua falta. Ele, insubstituível, o melhor avô do mundo."