É muito, muito estranho quando a toda a sua vida muda em um
instante e não dá tempo de processar todas as transformações. As pessoas
costumam ter medo do novo, de recomeçar, de seguir um outro caminho e
realmente, é um desafio se reinventar e fazer diferente. É triste e dói demais
ter que tentar colocar de lado momentos incríveis compartilhados, mas é
impossível apagá-los do coração. É difícil aceitar o fato de que nada é para
sempre e isso, ao mesmo tempo, é uma coisa positiva, porque nada é definitivo
também. A vida é um vai e vem de pessoas, lugares e momentos, mas o mais sensacional
nisso tudo é que a ela é cheia de mudanças, tanto boas quanto ruins e que afetam
as pessoas, todos os dias. A mudança é necessária para todos, é o que nos faz
crescer, melhorar para nós mesmos, é o que nos faz seguir em frente, é o que
nos alerta e é que nos motiva, dando uma forcinha extra nos momentos difíceis.
Não podemos voltar atrás, mas podemos olhar o passado com ternura, com saudade
e fazer dele um instrumento para que o hoje seja ainda melhor. O futuro? Ah, o
futuro é incerto, brinca de fazer mistério com a gente, nos provoca com planos
e expectativas e nos apressa, querendo que ele chegue logo nas nossas vidas. Mas,
como dizia o sábio Chico Buarque: “Não se afobe, não. Que nada é pra já.”
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
A aprendizagem
Cê sempre diz pra mim que eu continuo uma menina, desde a
vez que nos conhecemos. Dizia que o que te encantava em mim era o meu jeito
meio moleca, de uma doçura espontânea. Lembro que ce dizia: “ahhh mas você fica
tão linda com cara de brava, faz de novo.” E eu ria, gargalhava, porque não
conseguia manter a pose de durona. Não, não contigo. Você me faz ser tão eu.
Sim, é uma redundância, mas com a gente não tem mistérios, não tem segredos.
Com você não tenho medo de errar, porque a gente vai aprendendo um com o outro,
a gente vai se doutrinando. Cresço e mudo contigo, mas minha essência é aquela
de sempre, de uma “meninice mulher”.
Parece que a gente se conheceu ontem, apesar de, se eu olhar
pra trás, não conseguir contar os diversos momentos maravilhosos que passamos
juntos. Loucura né, a gente se conhece há tanto tempo, mas é incrível como
vamos descobrindo algo novo do outro, ou melhor, vamos nos (re)descobrindo com
a gente mesmo.
E nessa aprendizagem, fomos descobrindo a vida também e, com
ela, os seus muitos desafios, problemas e surpresas. Afinal, a vida é dura,
difícil e passamos por tantas provações que às vezes quase nos deixam cair,
falhar, desacreditar. Mas cê nunca duvidou de mim. Acho que você acreditava
muito mais em mim do que eu mesma. E acredito que essa foi a melhor lição que
alguém poderia ter me dado na vida.
Temos muita coisa a viver, a sonhar e a realizar e espero
que continuemos lado a lado. Quero lembrar do teu sorriso torto e tuas piadas
sem graça ou do jeito que você sempre dava pra arrancar um sorriso de mim,
mesmo com as tuas bobeiras. Espero que no futuro a gente lembre com carinho dos
nossos abraços de urso, das nossas risadas, mas até de quando falhamos um com o
outro, afinal, não somos príncipes e princesas, mas anti-heróis da nossa
própria história. E com você, quero ser a melhor vilã de todas.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Louca. De Pedra (ou eu por eu mesma)
Ela se via num hiato. 20 anos e se sentindo ainda com 15. Inteligente,
queria fazer mil planos, mas era ansiosa demais e acabava só apressando e
atropelando tudo. Tinha seu trabalho, namorado, família e amigos. Não precisava
pedir mais nada. Estava sendo feliz, curtindo cada dia, mas se via confusa com
ela mesma.
O futuro a assustava: contava mentalmente todos os seus
sonhos e objetivos e chegava à conclusão de que não daria tempo pra fazer tudo.
Calma moça..take it easy, afinal você só tem 20 anos, caramba! Louca, achava
que para ela o tempo estava passando rápido demais e que não estava fazendo
tudo aquilo que queria.
Teimosa, não desistia de nada, mas essa qualidade muitas
vezes a atrapalhava porque teimava e persistia com seus pensamentos e opiniões,
não tentando olhar através de uma nova perspectiva.
Sonhava e muito, mas sempre tinha o cuidado de manter seus
pés no chão. Até demais.
Romântica, mas grossa quando falava antes de pensar. Impulsiva,
muitas vezes falava o que não pretendia dizer. Era um doce de pessoa, mas
impaciente que só, se irritava fácil.
Acreditava e muito no amor. Para ela, quando se ama, a entrega deveria ser
total, de corpo e alma; os amantes deveriam se completar, se acrescentar, compartilhar
sonhos, objetivos, segredos e, sobretudo, deveriam se apoiar. O bacana do amor é você encontrar alguém que,
mesmo sendo bem diferente de você, te inspire, te faça ser melhor pra você
mesmo a cada dia e te encante de um modo que nenhuma outra pessoa o faz.
Maluca por festas, era viciada em música: curtia de Caetano
a Beatles; de Arctic Monkeys a Elis Regina; de Clara Nunes a Claudinho &
Buchecha. Amava viajar. Sonhava um dia sair trilhando por aí, descobrir novos
lugares, novos ares e novas pessoas. Acreditava que cada lugar lhe passava uma
mensagem, uma vibe diferente, uma sensação distinta e que cada um podia
aprender algo novo nos lugares por onde passava.
Amava ler desde pequena. Sonhava em escrever um livro. Tinha
até começado um, mas tinha achado muito infantil e acabou deixando-o de lado,
por achar que ninguém ia ler suas “bobeiras”.
Começou a acreditar que rir é realmente o melhor remédio e é
a nossa maior força contra qualquer negatividade que nos cerque. Só precisa colocar
essa arma poderosa realmente em prática. A cada dia.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Devaneios de uma madrugada de verão
Engraçado eu retornar a esse blog depois de quase dois anos..é muito divertido reler o que eu escrevi quando tinha 15, 16 anos. Claro, seria hipócrita se falasse que eu mudei totalmente de lá pra cá mas hoje tenho certas percepções bem diferentes do que eu tinha há uns três anos atrás.
Muito provavelmente ninguém ou quase ninguém acompanha mais esse blog, mas senti uma necessidade gigante de escrever. Acredito que estou passando numa fase de transição e adaptação na minha vida e acho que é o momento em que mais estou aprendendo e realmente crescendo. 2013 foi um ano digamos quase excepcional: agarrei oportunidades, gritei, chorei e pulei com as minhas vitórias, abracei e beijei muito, me apaixonei ainda mais, consegui manter minhas amizades antigas e até me aproximar mais de certas pessoas e conheci outras tantas que são maravilhosas.
No alto dos meus quase 19 anos percebo que levo a vida muito a sério e que tenho que rir mais de mim mesmo e ver a vida sempre pelo lado bom. Aprendi também que o diálogo é a base de qualquer relacionamento humano, sendo que sem ele, a gente não entende e nem consegue ver o que o outro pensa. Acho que finalmente entendi que o amor-próprío é o primeiro e nosso último amor, tendo que estar presente em cada segundo da vida das pessoas e que orgulho demais no coração de alguém acaba ferindo o outro. Percebi que drama demais não leva ninguém a lugar algum e que SEMPRE precisamos tirar as coisas por menos, suavizando gestos rudes e palavras duras e ríspidas. As vezes a gente julga ou acusa sem nem ao menos ver e ouvir o outro lado da moeda. Senti na pele que o amor é muito mais complexo do que eu imaginava, sendo necessário paciência, dedicação e calma. Entendo o amor como um jardim, no qual precisamos semeá-lo e cuidá-lo todos os dias para que ele cresça saudável cada vez mais e que é normal que ele não fique tão florido em dias de chuva, mas que, com empenho, ternura, vontade e muito carinho, ele volta a crescer, ficando ainda mais bonito.
Descobri que sou uma pessoa muito imatura em certos aspectos e que, ao mesmo tempo, as vezes tenho preocupações muito bobas. Decidi parar de planejar o futuro para me reinventar no hoje. Decidi também mudar para ser uma pessoa melhor para mim e não para os outros. Aliás, parei (exercício árduo de cumprir no dia a dia mas estou tentando) de me preocupar em que os outros acham e/ou pensam de mim para centrar nos meus objetivos, sonhos e metas. A gente passa muito mais tempo nos preocupando em saber o que a nossa imagem passa para as pessoas em vez de VIVER e seguir com as nossas vidas.
Para 2014 eu escolhi aproveitar o momento, o hoje, pois o futuro fica tão pertinho da gente que a gente nem vê ele chegar. E quando vê, o momento especial já passou..
Como dizia Veríssimo: " Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Carpe Diem :D
Muito provavelmente ninguém ou quase ninguém acompanha mais esse blog, mas senti uma necessidade gigante de escrever. Acredito que estou passando numa fase de transição e adaptação na minha vida e acho que é o momento em que mais estou aprendendo e realmente crescendo. 2013 foi um ano digamos quase excepcional: agarrei oportunidades, gritei, chorei e pulei com as minhas vitórias, abracei e beijei muito, me apaixonei ainda mais, consegui manter minhas amizades antigas e até me aproximar mais de certas pessoas e conheci outras tantas que são maravilhosas.
No alto dos meus quase 19 anos percebo que levo a vida muito a sério e que tenho que rir mais de mim mesmo e ver a vida sempre pelo lado bom. Aprendi também que o diálogo é a base de qualquer relacionamento humano, sendo que sem ele, a gente não entende e nem consegue ver o que o outro pensa. Acho que finalmente entendi que o amor-próprío é o primeiro e nosso último amor, tendo que estar presente em cada segundo da vida das pessoas e que orgulho demais no coração de alguém acaba ferindo o outro. Percebi que drama demais não leva ninguém a lugar algum e que SEMPRE precisamos tirar as coisas por menos, suavizando gestos rudes e palavras duras e ríspidas. As vezes a gente julga ou acusa sem nem ao menos ver e ouvir o outro lado da moeda. Senti na pele que o amor é muito mais complexo do que eu imaginava, sendo necessário paciência, dedicação e calma. Entendo o amor como um jardim, no qual precisamos semeá-lo e cuidá-lo todos os dias para que ele cresça saudável cada vez mais e que é normal que ele não fique tão florido em dias de chuva, mas que, com empenho, ternura, vontade e muito carinho, ele volta a crescer, ficando ainda mais bonito.
Descobri que sou uma pessoa muito imatura em certos aspectos e que, ao mesmo tempo, as vezes tenho preocupações muito bobas. Decidi parar de planejar o futuro para me reinventar no hoje. Decidi também mudar para ser uma pessoa melhor para mim e não para os outros. Aliás, parei (exercício árduo de cumprir no dia a dia mas estou tentando) de me preocupar em que os outros acham e/ou pensam de mim para centrar nos meus objetivos, sonhos e metas. A gente passa muito mais tempo nos preocupando em saber o que a nossa imagem passa para as pessoas em vez de VIVER e seguir com as nossas vidas.
Para 2014 eu escolhi aproveitar o momento, o hoje, pois o futuro fica tão pertinho da gente que a gente nem vê ele chegar. E quando vê, o momento especial já passou..
Como dizia Veríssimo: " Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Carpe Diem :D
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A palavra-chave
2011 já virou há muito tempo e você aí, com suas resoluções de ano-novo. Mudança é sempre A palavra de um começo de ano. Mas o que muitas pessoas esquecem é que, A mudança, precisa vir somente da própria pessoa, da sua vontade e não por causa de outros. Mude por você, não por causa de família, amigos e de namorados. É muito fácil querer ser uma pessoa que você não é por causa de alguém. Muitas pessoas pensam que talvez assim, mudando, a pessoa goste mais, te respeite mais. Mas é o contrário. Querendo ser um outro alguém talvez você próprio se perca, a ponto de não se reconhecer mais. Não desista de si mesmo para agradar os outros. Mude por sua necessidade ou pela sua vontade. E aceite-se. Por mais que isso seja difícil. Aceite-se como você é e mude o que achar necessário, partindo da sua própria consciência. E o mais importante: seja a mudança que somente você queira ser.
domingo, 1 de janeiro de 2012
O Querer
Quero mais sol, mais amor, mais alegria e beijos roubados. Quero praia, piscina e bom-humor. Quero brownie com sorvete, açúcar, afeto, esperança e boas notas. Quero ser Diplomata, quero viajar pelo mundo todo. Quero me transportar pra década de 60 e ganhar um beijo do Paul, quero poder voltar no tempo e assistir um show dos Beatles em Liverpool. Quero crescer e quero voltar a minha infância. Quero e (vou) passar no vestibular esse ano. Quero bolo de chocolate, abraços de urso e noites na lapa. Quero sair com os meus amigos, quero rir até chorar e publicar um livro. Quero mais sorrisos, mais despreocupação e mais solidariedade. Quero voar de asa delta, quero liberdade. Quero sorte (no jogo e no amor). Quero ir para Londres, Paris e Sydney. Quero a espontaneidade de uma criança e a maturidade de um adulto. Quero dançar até não aguentar mais. Quero mudar o mundo, quero cuidar de quem eu amo. Quero fazer loucuras e não me arrepender delas. Quero cometer erros para aprender com eles. Quero amizade, companheirismo, união e compreensão. Quero maratona de filmes no cinema e ir a bons espetáculos. Quero gritar de felicidade e me emocionar muito. Quero picolé de limão, a alegria do Carnaval e vida sem rotina das férias. Quero viver, cantar, chorar, dançar sem ter a vergonha de ser feliz!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Fio tênue da Vida
Foi rápido, instantâneo. Quando ela percebeu, estava caída no chão. Sentia uma pontada forte no peito, como se tivessem enfiado uma faca bem no meio do seu coração. Não sentia mais o seu corpo. A dor a dominava, totalmente. Sua cabeça latejava, pensava que ela fosse explodir a qualquer momento. Ouvia um zumbido forte. Sua cabeça parecia girar cada vez mais. Nunca havia sentido coisa parecida em toda a sua vida. Ela não conseguia mais pensar, não conseguia mover um músculo de seu corpo. Tentava resistir áquela dor mas era praticamente impossível. Ela a vencia, a consumia, a derrotava. Sua última lembrança foi de ter ouvido o som de uma buzina de ambulância e de pessoas gritando. Não aguentava mais aquela sensação...e rapidamente..foi perdendo os sentidos.
...
...
Já no hospital, a garota foi rapidamente encaminhada para a sala de cirurgia. No trajeto do local do acidente ao hospital, sua pulsação caía ..
...
...
Dentro da maca na sala de cirurgia, a garota estava cada vez mais pálida, seus lábios quase brancos contrastavam com os cabelos negros. Ela havia tido uma parada cardíaca, seus batimentos caíam.. 86..72..64..58..42..
Enquanto os médicos tentavam reanimá-la, dentro da garota, toda sua vida foi repassada: lembrava dos momentos quando era bebê junto com seus pais; do primeiro dia na escola; do primeiro beijo; do dia em que passou no vestibular. Tudo nela eram lembranças. E nesse momento a briga era com ela mesma. Lutava para viver, queria vencer aquilo tudo. Afinal, morrer é fácil, algumas vezes é rápido. Com sorte, a morte é até indolor. A vida não, a vida é árdua, a vida é difícil.
Sua vida naquele momento era um fio. Fio de esperança, fio de luta, de coragem, de determinação. Poderia estar á beira da morte mas mesmo assim, algo havia ficado. Algo dentro dela, dizia na sua inconsciência, que ela deveria continuar lutando pela vida.
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42..58..64..72..86
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Já no hospital, a garota foi rapidamente encaminhada para a sala de cirurgia. No trajeto do local do acidente ao hospital, sua pulsação caía ..
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Dentro da maca na sala de cirurgia, a garota estava cada vez mais pálida, seus lábios quase brancos contrastavam com os cabelos negros. Ela havia tido uma parada cardíaca, seus batimentos caíam.. 86..72..64..58..42..
Enquanto os médicos tentavam reanimá-la, dentro da garota, toda sua vida foi repassada: lembrava dos momentos quando era bebê junto com seus pais; do primeiro dia na escola; do primeiro beijo; do dia em que passou no vestibular. Tudo nela eram lembranças. E nesse momento a briga era com ela mesma. Lutava para viver, queria vencer aquilo tudo. Afinal, morrer é fácil, algumas vezes é rápido. Com sorte, a morte é até indolor. A vida não, a vida é árdua, a vida é difícil.
Sua vida naquele momento era um fio. Fio de esperança, fio de luta, de coragem, de determinação. Poderia estar á beira da morte mas mesmo assim, algo havia ficado. Algo dentro dela, dizia na sua inconsciência, que ela deveria continuar lutando pela vida.
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